sábado, 4 de fevereiro de 2017

Nº 61



FÍSICA ESPIRITUAL
por Vincent Cheung

Alguns cristãos não entendem sobre operações espirituais, mas não querem se parecer inferiores, e assim se queixam sobre misticismo. Misticismo é realmente errado, se o termo é usado corretamente. Algumas coisas não têm nada a ver com o misticismo. Se eu socar você na nuca e você cair de cara no chão, não será misticismo, mas física. Você pode não saber o que aconteceu, mas eu sei. Não é ininteligível.

Quando Salomão dedicou seu templo, a presença de Deus entrou no prédio na forma de uma nuvem espessa e impediu os sacerdotes realizassem seus trabalhos (1 Reis 8:10-12). Algumas pessoas não conseguem entender isso porque já decidiram como as coisas de Deus devem funcionar. Se uma manifestação parece interromper a normalidade do ministério, então deve ser falsa. Não deve ser de Deus. Isto não é necessariamente verdade.

Uma mulher com uma doença veio até Jesus e tocou em suas vestes. Ela foi curada imediatamente, e Jesus disse: “Quem me tocou? Poder saiu de mim”. Ele não liberou deliberadamente este poder, mas estava consciente do seu movimento quando foi tirado dele pela fé (Marcos 5:30; Lucas 8:46). Isto é maravilhoso, mas não é incomum para aqueles que sabem sobre operações espirituais (1 Coríntios 12:1). Isso influenciou como Jesus conduziu seu ministério, e ele perguntou sobre isso quando o poder se comportou de certa maneira. Se isso não era errado ou estranho para ele, então não deve ser errado ou estranho para nós.

O mesmo poder opera no cristão que recebeu o Espírito Santo depois de ter crido em Cristo (Lucas 24:49; Atos 1:8). Existem inúmeras implicações práticas para a vida e o trabalho cristãos. Às vezes, no ministério, dizemos certas coisas, agimos de certa maneira, ou nos comportamos de certa forma porque estamos conscientemente trabalhando com esse poder. Isso não acontece apenas no ministério de cura, mas também no de profecia, de pregação, de aconselhamento, de escrita e de debates. Quando falamos sobre tais coisas, não é sobre misticismo, mas sobre “física espiritual” e realidade espiritual. Se estas coisas não se encaixam na sua teologia, então o problema é seu. Você tem uma má teologia.

Depois de ter construído o seu sistema doutrinário, se você ainda encontrar centenas de pedaços da Bíblia jogados no chão, você precisará fazer uma escolha. Você pode se concentrar em admirar o seu grande projeto enquanto discretamente empurra essas peças para debaixo do tapete. Isto é o que a maioria dos teólogos fizeram ao longo da história da igreja, então você ainda estaria em companhia respeitável, mesmo que corrupta. Visto que a maioria deles fez isso, é improvável que você seja descoberto e confrontado sobre isso. Sua religião bonitinha permaneceria intacta até o julgamento. Por outro lado, você pode parar de mentir para si mesmo, derrubar tudo isso, e começar de novo. Desta vez, use todas as peças e conecte-as com a lógica.


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Extraído de:
http://www.vincentcheung.com/2016/06/14/spiritual-physics/

Traduzido por: Dione Cândido Jr.

Nº 60



ONDE HÁ UMA PROMESSA, HÁ UM CAMINHO
por Vincent Cheung

Um cristão que ensina a verdade sobre as promessas de Deus quanto a cura para os nossos corpos pode enfrentar esta objeção: “Se Deus cura, ou se Deus promete cura, então por que você ainda tem essa doença ou esse defeito em seu corpo?” A objeção tenta contornar a Palavra de Deus para argumentar pela experiência, pelo sentimento e pela observação ao invés da fé. Os não-cristãos não entendem nada, e nós esperamos algo assim deles, mas os críticos muitas vezes afirmam serem cristãos, e eles deveriam entender melhor. Eles conhecem a resposta pra isso, mas eles estão cegos pelo preconceito. Eles odeiam tanto a Deus por causa de uma cura promissora que descartariam o raciocínio elementar do evangelho para atacar aqueles que têm fé nele. Se alguém fizesse uma objeção semelhante a respeito de outro aspecto da vida cristã, eles sorririam e anulariam o desafio em poucas palavras. Eles nunca precisariam argumentar pela experiência para resolver tal ponto. Se a doutrina da cura estivesse errada, então poderíamos notar isso pela Palavra de Deus, sem recurso à experiência. Mas essa objeção muitas vezes aparece depois que as promessas de cura foram apresentadas. As próprias promessas são postas de lado à medida que elas levam a questão.

A Bíblia diz: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (1 Coríntios 10:13). Há sempre uma maneira de escapar da tentação. Há sempre um caminho para se evitar o pecado. No entanto, eu não diria a um pregador: “Se Deus promete nos mudar, e se ele promete sempre providenciar uma saída quando somos tentados, então por que você ainda peca às vezes? A doutrina deve ser falsa!” Eu nunca diria isso, e eu nunca iria rejeitar a doutrina assim, pois eu não sou um idiota. Posso ler a Bíblia. Eu não preciso depender do exemplo desse pregador. Eu não sou salvo pela impecabilidade desse pregador, mas pela impecabilidade de Cristo. Se eu posso tirar proveito das promessas de Deus, eu posso fazer melhor do que esse pregador que me ensina.

Você já pecou, ​​alguma vez? Se Deus promete um escape, por que você não escapa? A Bíblia está errada, ou a doutrina é falsa, porque você às vezes peca? Deus fornece um caminho para sairmos de cada tentação, mas você escapa toda vez? Por que não? É porque a Bíblia realmente não ensina isso? Não, esta não é a razão. Vocês peca, porque quer pecar! Como diz a Bíblia: “Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte” (Tiago 1:14-15). Você peca, porque você abraça o pecado e segue a tentação. Não se torne ainda mais desprezível culpando a Deus por tudo, ou tentando negar as suas promessas. E se você não lança a culpa sobre Deus, ou se você não nega que foi ele forneceu um caminho para se sair de cada tentação, então por que você faria isso quando se trata de uma doença, quando Deus também faz promessas para a sua cura? Por que você faria isso, a menos que houvesse maldade em seu coração?


O mesmo raciocínio do evangelho se aplica à cura. Não estou olhando para um pregador a fim de receber a cura, mas para Deus. Um pregador que não alcançou a santidade perfeita ainda pode falar comigo sobre santidade e orar para que eu cresça em santidade, assim, um pregador que não recebeu a cura perfeita ainda pode orar para que eu receba a cura. Não tropeçamos nas falhas uns dos outros, porque ambos estamos olhando para Deus pela fé. A pior pessoa é aquela que nega que Deus providencie um caminho para se escapar da tentação apenas porque um pregador não alcançou a perfeição na santidade. Mais do que um desafio para tal pregador, isso seria um ataque à integridade de Deus. Por outro lado, aqueles que se humilham sob a Palavra de Deus usarão a doutrina para edificar suas forças. Eles sabem que sempre há esperança quando eles enfrentam a tentação. Para eles, a experiência imperfeita não é uma base para rejeitar as promessas de Deus, mas para falar ainda mais sobre elas. Do mesmo modo, uma experiência incompleta da cura não serve de base para rejeitar as promessas de Deus, mas é uma razão para falar ainda mais sobre elas, para que possamos crescer na fé e no conhecimento e, depois, na nossa experiência.

Você provavelmente não sabe o quanto Deus já transformou uma pessoa, e você está apenas vendo algumas falhas que permanecem. É claro que você ainda pode repreender alguém por seus pecados, mas você não pode repreender a Deus por fazer suas promessas. Em vez de incitar alguém a duvidar da palavra de Deus, você deve ajudá-lo e orar por ele, para que as promessas de Deus continuem a terem efeito sobre ele. Você não iria exortá-lo a se agarrar nos seus pecados apenas porque irá pecar de qualquer jeito, mas você iria exortá-lo a se agarrar nas promessas de Deus, porque elas sempre fornecem um escape do pecado. Este é um excelente pensamento evangélico. Então por que você faria o oposto quando se tratasse de cura, visto que Deus também fez promessas para a cura do corpo? Há algo de errado com você.

Você provavelmente não sabe o quanto Deus já curou uma pessoa. Ele provavelmente tinha um câncer além de diabetes e artrite quando inicialmente aprendeu acerca das promessas de Deus sobre a cura, mas agora a única coisa que resta são flácidas lesões que ele adquiriu há alguns anos. Não despreze as promessas de Deus por causa disso. Não ponha alguém para baixo por causa disso. Qual é o seu problema? Você deve ajudá-lo e orar por sua cura completa, para que ele se torne um testemunho ainda melhor do poder e da graça de Deus. Você pode também não saber das situações dramáticas em que Deus curou as pessoas por meio dele enquanto orava.

Você pode não saber de outra coisa. Se você olhar para uma foto antiga de alguém que possui uma confissão consistente da cura pela fé em Cristo, você pode achar que tal pessoa não envelheceu por décadas, ou você pode achar que agora aparente ser ainda mais jovem do que era há vinte anos atrás. Isso pode ter acontecido com Sara. Aos sessenta e cinco anos, ela era tão bela que até um rei a desejava e queria tomá-la para si (Gênesis 12:14-15). Quando Moisés tinha cento e vinte anos de idade, seus olhos não eram fracos e a sua força não tinha acabado (Deuteronômio 34:7). Calebe era tão forte quando tinha oitenta e cinco anos como quando tinha quarenta anos (Josué 14:10-11), e exigiu entrar em batalha para conquistar o que Deus tinha prometido a ele. Sem desculpas. Apenas fé.

Somos filhos de Abraão pela fé em Jesus Cristo, e herdamos as mesmas promessas. Estas são promessas que podem suspender o tempo no corpo, e até mesmo voltar o tempo. Isso se torna um tempo extra para servir a Deus e às pessoas, tempo para você desfrutar do conhecimento e da bênção de Deus. Mas isso não acontecerá com você se você continuar tentando enganar aqueles que pregam sobre a fé e a cura pela Palavra de Deus. Você está apenas se condenando e se machucando a si mesmo. Em vez de se agarrar a doença, tome outro caminho. Tome a cura pela fé nas promessas de Deus.

Só porque algo está acontecendo – algo como uma tentação ou uma doença – não significa que Deus quer que você vá junto com ela. Você precisa descobrir o que Deus lhe diz para fazer com isso. A tentação acontece, mas Deus quer que você a supere. Ele fez um caminho para escape, de modo que sempre há uma saída. Você não tem que sucumbir no pecado. Deus quer que você odeie e combata o pecado. A doença acontece, mas Deus quer que você a vença pela fé. A Bíblia diz que os líderes da igreja devem lutar com você. Eles fazem isso? A Bíblia diz que a oração que vem da fé curará o doente, e o Senhor o levantará. Se alguém tropeça e comete um pecado, você não vai empurrá-lo ainda mais nessa direção, você vai? Espero que você o empurre para a direção da santidade. Então, quando alguém tem uma experiência imperfeita de cura, por que você usaria isso para convencê-lo de que não existe cura para ele, e empurrá-lo na direção da doença ou da rendição? Você deve empurrá-lo mais ainda para a fé no poder da cura de Deus.

Assim, a objeção não enfraquece os cristãos que não alcançaram uma experiência perfeita ou que não exerceram um ministério perfeito, mas, ao invés disso, expõe as más intenções daqueles que levantam a questão contra a doutrina da cura. Isso demonstra que eles tentam se esquivar de um ensinamento explicitamente bíblico, e demonstra que eles não têm a capacidade de fazer aplicações básicas a partir do evangelho.


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Extraído de:
http://www.vincentcheung.com/2016/06/15/where-there-is-a-promise-there-is-a-way/

Traduzido por: Dione Cândido Jr.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Nº 59



ESCRITURA: SUFICIENTE CONTRA O CESSACIONISMO
por Vincent Cheung

Embora você diga que não consegue perceber nenhum erro no raciocínio, a sua linguagem deixa uma distância entre você e esse argumento para o cessacionismo. Então, eu não estou certo se você concorda com ele, ou se você está somente me perguntando a respeito. Por uma questão de conveniência, eu responderei como se você fosse quem estivesse fazendo o argumento, de forma que quando eu disser “você”, pode não querer dizer você pessoalmente, mas um cessacionista que usa essa objeção.

Mesmo se você discorda dessa objeção, eu ainda te contarei como responsável pela sua falta da habilidade de refutar algo tão absurdo assim, e por falhar em sequer sugerir qualquer possível falha nisso. O fato de que você foi treinado num seminário o torna ainda mais culpado. Jesus disse, “mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lucas 12:48). Não há desculpa para falhar em levantar alguns dos pontos que eu menciono abaixo. Como os seus professores cessacionistas, você negligencia mesmo o básico do seu treinamento, e você deixa o fardo de defender o poder de Deus em operação no seu povo comigo. Isso é inaceitável. Se você está convencido do cessacionismo, então construa o seu caso em favor dele. Se você não está convencido, então com todo esse treinamento, pelo menos faça um esforço para apontar possíveis falhas no cessacionismo conforme você me pergunta a respeito.

A minha réplica não é um ataque a um espantalho. Você foi quem me enviou esse argumento. Eu chamo sua atenção quanto a isso porque o argumento é tão estúpido, que quando eu expuser o quão estúpido ele é, eu não quero que você use isso como uma desculpa esfarrapada. Cessacionistas com frequência se queixam sobre um espantalho quando eles perdem, e eles sempre perdem. Cessacionistas são ESTÚPIDOS, não mal-entendidos. Eles não conseguem imaginar como eles poderiam perder tão facilmente e decisivamente, e assim, eles pensam que eles devem ter sido mal entendidos. Mas nós os entendemos claramente, e vemos que eles são tolos incrédulos e desobedientes.

Embora nem todo cessacionista use os mesmos argumentos estúpidos, todos os seus argumentos são estúpidos como este, e eles às vezes contradizem um ao outro. Eu posso responder qualquer argumento cessacionista, mas eu estou respondendo o que me foi enviado. Nenhum cessacionista deveria queixar-se de que esse não é o seu argumento. Se não é o seu argumento, então não é o seu argumento. Eu provavelmente respondi o seu próprio argumento estúpido em outro lugar. Agora, eu estou respondendo o que me foi enviado, mas ainda, ele de fato acarreta algumas questões relevantes para a maioria dos argumentos cessacionistas. O que eu digo pode ser adaptado a muitos argumentos cessacionistas.

[1]

Sumarizemos os seus pontos. O argumento cessacionista é baseado na suficiência da Escritura. Você alega que uma Bíblia suficiente deveria tornar desnecessária a profecia, e se uma profecia somente repete ou aplica o que a Bíblia diz, então não é uma profecia no sentido bíblico, mas só um lembrete do que a Bíblia diz. Esse é um argumento familiar e, assim, eu não repetirei todos os detalhes. Você menciona o que a Bíblia diz, “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3:16-17). Essa é uma passagem significante para a doutrina, mas a sua inferência é falsa.

Paulo estava falando com Timóteo, não com você. É claro, isso se aplica a todos nós por extensão. O princípio se aplica a toda Escritura e a qualquer coisa que seja Escritura, de modo que é correto afirmar isso sobre a nossa Bíblia cristã. Contudo, Paulo estava se referindo a qualquer “Escritura” que Timóteo tinha. Você não pode tornar isso idêntico ao que você tem agora – você tem mais. Você menciona que Segunda Timóteo é considerado um dos últimos documentos do Novo Testamento, mas isso é irrelevante. Para usar a afirmação de Paulo dessa maneira a fim de tornar a “Escritura” nesse versículo idêntica à Bíblia cristã completa, esta não apenas deve ser o documento final, mas deve ser a sentença final da Escritura. Ademais, para que a “Escritura” nesse versículo seja idêntica ao que nós temos, Timóteo deveria ter tido acesso à Bíblia cristã em sua forma completa. A menos que esse seja o caso, seria irrelevante mesmo se essa fosse a sentença final do último documento da Bíblia. Timóteo pelo menos não tinha acesso a Segunda Timóteo enquanto Paulo o estava escrevendo! Na verdade, é provável que Paulo tivesse em mente apenas o que Timóteo pode acessar em sua infância, uma vez que o versículo anterior diz, “desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:15).

O meu ponto é que a Escritura já era suficiente bem antes de 2 Timóteo 3:16-17 ter sido escrito, mas visto que ela não havia sido terminada, Deus continuou a escrevê-la. Esse é o porquê da suficiência e da finalidade da Escritura serem duas doutrinas diferentes. A Bíblia cristã não é apenas suficiente para nos equipar para toda boa obra, mas é mais do que suficiente para isso. A Escritura era suficiente antes de estar completa. Se o cessacionista usa a suficiência da Escritura para minar a continuação da profecia, ele deve primeiro usar a suficiência da Escritura para minar toda a Escritura que foi produzida após a infância de Timóteo – isso incluiria a própria segunda carta a Timóteo. Portanto, usar a doutrina da suficiência da Escritura contra a continuação da profecia é primeiro um repúdio à Escritura. Antes de qualquer debate acerca da continuação de qualquer coisa, o argumento deve primeiro prevenir tanto a completude como a compilação da Escritura. Quando você não faz isso, da perspectiva cristã, você está arruinado. Terminou para você. Você é anti-evangelho. Você é o herege contra-cristão. Salve a si mesmo antes fingir ser um teólogo e criticar outras pessoas.

Por esse ponto, nós já refutamos a objeção, com o bônus de que o cessacionista é acusado de pecado, de heresia, de rejeição da Escritura, e logo, de renunciar a fé cristã. Nós terminamos, e podemos parar aqui se desejarmos. Mas eu vou tomar essa oportunidade para discutir problemas adicionais desse argumento.

[2]

A forma como o cessacionista formula e aplica a doutrina da suficiência da Escritura o imerge em todo tipo de problemas. Você pelo menos leu o restante de Segunda Timóteo? Que tal 2:21? Este diz, “Se alguém se purificar dessas coisas, será vaso para honra, santificado, útil para o Senhor e preparado para toda boa obra.”. Você vê o problema? “Preparado para toda boa obra”. O cessacionista sequer precisa da Bíblia? Eu poderia me divertir um pouco com isso, mas nós ainda temos muito a cobrir, então falaremos sobre profecia.

Você leu Primeira Timóteo? Paulo escreveu, “Timóteo, meu filho, dou-lhe esta instrução, segundo as profecias já proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, você combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência que alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé” (1 Timóteo 1:18-19). E depois, ele escreveu, “Não negligencie o dom que lhe foi dado por mensagem profética com imposição de mãos dos presbíteros.” (1 Timóteo 4:14). Timóteo estudou a Escritura muitos anos antes daquele ponto (2 Timóteo 3:15), uma Escritura que Paulo declarou suficiente (2 Timóteo 3:16-17). Se Timóteo nunca tivesse recebido uma profecia, nós diríamos que ele poderia ter vivido sem ela, mas ele recebeu. Uma profecia foi declarada a Timóteo, e Paulo disse a Timóteo para usá-la, para combater o bom combate com ela. O apóstolo não via nenhum conflito entre isso e a suficiência da Escritura.

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Então, você alega que, se uma profecia fala somente de uma informação que está na Bíblia, então ela não seria do tipo de profecia na igreja antiga, mas seria um mero lembrete do Espírito Santo. Por ora, procedamos com essa limitação, que uma profecia falará apenas o que está na Bíblia. Isso significa que ela não seria como o tipo descrito na Bíblia, o tipo experienciado pelos discípulos antigos.

Eu sei de alguém que começou a pregar quando ele tinha dezesseis anos, diretamente para pessoas que tinham entre trinta e cinco a setenta e cinco. Ele ensinava sobre muitos tópicos da Bíblia, e aconselhava esses adultos acerca de qualquer coisa, desde como criar filhos, abuso de drogas, e até disfunção sexual, nunca tendo experienciado essas coisas. Ele nunca foi instruído a como interpretar a Bíblia, como pregar, ou mesmo como discorrer sobre um tópico. Ele aprendeu, mas Deus o ajudou a começar. Quando ele preparava uma mensagem, ele às vezes ele se via a si mesmo numa visão falando em um culto no porvir, e quando o tempo chegava, ele simplesmente agia de acordo com o que ele tinha visto. Toda vez era preciso e bíblico. Ele começou no ministério logo após a sua conversão, e assim, ele ainda não havia lido toda a Bíblia. Às vezes, quando ele estava pregando ou aconselhando, ou respondendo a interferências importunas, ele recitava passagens bíblicas inteiras que ele nunca havia lido, porque ele as leu a partir de uma visão de como ele falaria. O povo pensava que ele havia memorizado as passagens, mas algumas vezes aquela era a primeira vez que ele as leu.

Em um de seus encontros, quando o povo começou a chegar e esperar por ele, ele estava orando em outro lugar do prédio. Duas pessoas no auditório estavam conversando sobre um certo tópico bíblico, e uma delas perguntou a outra sobre uma série de questões. Então, o pregador chegou para falar. Em aproximadamente dez minutos do seu sermão, ele de repente parou e se virou para as duas pessoas. Ele as olhou e passou alguns minutos abordando um tópico diferente, e então, retornou para o seu sermão. Pareceu ser uma divagação. Depois, lhe disseram que ele respondeu às questões que uma das pessoas havia perguntado ao seu amigo antes do culto, na mesma ordem que ele perguntou para ele. Houve inúmeros outros casos. Em todo caso, o homem não disse nada que já não estava na Bíblia, mas era uma manifestação evidente do profético, e teve o efeito que a profecia deveria produzir: “E os segredos do seu coração serão expostos. Assim, ele se prostrará, rosto em terra, e adorará a Deus, exclamando: ‘Deus realmente está entre vocês’” (1 Coríntios 14:25). Portanto, mesmo quando a profecia está limitada à informação bíblica, não necessariamente quer dizer que é um mero lembrete do ensinamento bíblico.

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Isso é para mostrar que o ponto trai a sua ignorância espiritual (1 Coríntios 1:21), mas a verdade é que também te coloca num monte de apuros. Se a profecia não contém nenhuma informação além do que já está na Bíblia, e essa não é o tipo de profecia demonstrada na Bíblia, então isso pode ser usado contra a própria Bíblia. Muitas proposições da Bíblia repetem as mesmas palavras ou ideias contidas em porções anteriores da Bíblia. Quantas vezes uma pessoa poderia dizer, “a sua misericórdia dura para sempre”(Salmos 118), antes de parar de ser profético? De acordo com você, a segunda vez já seria diferente. Quando Jesus pregou em Nazaré, ele leu de Isaías 61 antes de adicionar, “hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”. De acordo com você, Lucas 4:18-19 não era profético, mas na melhor das hipóteses, um lembrete incitado pelo Espírito, mas Lucas 4:21 era profético, pois era informação nova. Quando Pedro pregou no dia de Pentecostes, ele citou de Joel 2 e alguns outros textos. De acordo com você, as principais porções de seu sermão não eram proféticas, mas eram apenas lembretes incitados pelo Espírito.

E quanto a todas as outras vezes que Jesus citou as Escrituras? E quanto a todas as outras vezes que os apóstolos copiaram as Escrituras em suas cartas? De acordo com você, somente as suas exposições e outras revelações eram inspiradas, mas as suas citações das Escrituras não eram. Se nós também descartarmos aquelas partes em que a Bíblia repete as suas próprias ideias, ainda que não sejam as palavras exatas, então a Bíblia se torna ainda mais fina. Por exemplo, a despeito das palavras usadas, só a primeira vez que a Bíblia afirma a deidade de Cristo seria profética. Todas as instâncias subsequentes seriam apenas lembretes. Isso quer dizer que o cessacionista que usa esse argumento nega centenas de porções da Escritura, as relegando a lembretes desnecessários. Por outro lado, eu digo que todas as vezes que a Bíblia repete as suas próprias palavras e ideias estas são inspiradas e proféticas.

O cessacionista faz pelo menos três ataques contra a Escritura nesse único argumento que supostamente defende a Escritura. Primeiro, contrário à própria alegação da Bíblia, ele declara que a Bíblia nunca foi suficiente até a sua conclusão. Segundo, porque a Bíblia de fato se declara suficiente antes da sua conclusão, mas o cessacionista alega que o que quer que esteja além do suficiente é desnecessário, e não está na mesma classe da profecia bíblica, ele declara que todas as porções da Escritura produzidas depois da infância de Timóteo são desnecessárias e não-inspiradas. Terceiro, por ele alegar que a profecia que repete a informação contida nas Escrituras está numa classe diferente ou menor do que a profecia das Escrituras, ou até mesmo que não seja uma profecia de forma alguma, ele declara que todas as porções das Escrituras que repetem as palavras ou ideias que já estavam contidas em porções anteriores das Escrituras são desnecessárias e não-inspiradas. Qualquer uma dessas ofensas, se tornadas claras ao cessacionistas, e se ele se recusa a se arrepender, é uma base suficiente para excomunhão.

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Eu perguntei se você leu as cartas de Primeira e Segunda Timóteo, e parece que você não leu. Mas você sequer leu o versículo que usou? Leiamos novamente: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”. Oh, você está em tantos apuros.

Você usa isso para supostamente defender a Escritura, mas qual é o proveito se você se recusa a fazer o que a Escritura diz? Paulo disse que a Escritura é útil para o ensino, não somente para você argumentar que ela é útil para o ensino, mas para você começar a ensinar. Qual é o proveito, se você declara que a Escritura é útil para o ensino, e então dá meia volta e começa a ensinar o ateísmo? Ele disse que é útil para a educação na justiça, não somente para você argumentar que ela pode servir a esse propósito, mas para você começar a se educar na justiça. Qual é o proveito, se você declara que a Escritura é útil para educação na justiça, e então dá meia volta e pratica assassinato e adultério? Você seria como alguém que se olha em um espelho. Você vê o que você gosta, e você vê o que precisa fazer. Mas no momento em que você se vira, você esquece tudo a respeito disso, e continua com as suas próprias ideias e objetivos. Isso acontece de novo e de novo em seus estudos, diálogos, e atividades religiosas. Você pensa que você é espiritual e fiel às Escrituras, apenas porque você está constantemente se engajando com a palavra de Deus, mas você não é um praticante da Palavra de Deus. Você se engana a si mesmo (Tiago 1:22-25).

A Escritura é suficiente “para toda boa obra”. Quais são essas boas obras? Você sequer se importa? Você não pensou nisso, hum? Para esse versículo colocar um fim na profecia, ele deve excetuar a profecia como uma boa obra. No entanto, a Escritura explicitamente declara a profecia como boa obra. Atos 2 diz que o Espírito de Deus foi derramado, e como um resultado disso, produziu visões, sonhos e profecias em seu povo (v. 16-18). E Pedro disse que esse mesmo “dom do Espírito Santo” – o Espírito que produz visões, sonhos, e profecias – permaneceria disponível para as futuras gerações (v. 38-39). Paulo instruiu até mesmo os coríntios instáveis a desejarem os dons espirituais e, em seu contexto, especialmente o dom da profecia (1 Coríntios 14:1). Ele acrescentou: “Portanto, meus irmãos, busquem com dedicação o profetizar e não proíbam o falar em línguas” (1 Coríntios 14:39). A Escritura é suficiente para oferecer uma base para profecia, e é suficiente para que não haja desculpa para evitá-lo ou proibi-la.

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O cessacionista está em muito mais apuros do que isso. O argumento se opõe à profecia com base na suficiência da Escritura, mas profecia não é a única obra que o cessacionista se recusa a realizar. E quanto a curar os enfermos? Eu não estou dizendo sobre orar pelos enfermos, mas sim curá-los. A Bíblia não nos diz para orarmos pelos enfermos e, então, vermos o que acontece. A Bíblia nos diz para curarmos os enfermos pelo poder de Deus, para orarmos por eles de maneira que eles receberão a cura, de maneira que eles não mais estarão enfermos (Tiago 5:15). Por que você se importa com o fato da Escritura ser suficiente para as boas obras, se você se recusa a realizar as boas obras que ela ordena? Você não deveria estar envergonhado pela doutrina da suficiência e embaraçado demais para mencioná-la, ao invés de estar usando-a para minar outras pessoas?

Você se refere a João 14:26, onde é dito que o Espírito nos lembrará do que a Escritura ensina. Agora, deixe o Espírito te lembrar do que Jesus disse em apenas alguns versículos antes disso: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (João 14:12). Jesus disse que os cristãos farão as mesmas obras e obras maiores que as dele, e eu mostrei em outro lugar que ele se referia a milagres (João 14:11). A Escritura é suficiente para te equipar a fim de realizar essas obras, mas, e se a suficiência da Escritura é somente uma ideia para você, ou apenas uma ferramenta para debates, ou uma desculpa para incredulidade, então qual é o proveito? Homem, ela é desperdiçada em você! E quanto a Mateus 21:21? Jesus disse que se você tiver fé, você pode ordenar que até mesmo uma montanha se mova do caminho. Em vez de discutir sobre isso, por que você não aceita isso e ajuda a libertar alguém de sua opressão? Ela é um desperdício em você! A Bíblia diz, “ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças”. Por que você não ensina isso a alguém, para que ele possa receber a cura? É suficiente para trazer cura. Mas em você ela é um desperdício!

[7]

Você menciona algo sobre pregar o evangelho com base no que a Escritura ensina sobre isso, mas a Bíblia também te ensina sobre curar os enfermos e profetizar. Mas se você se recusa a obedecer a Bíblia nessas coisas, por que você precisa obedecê-la quando ela diz para você pregar? Para você, a Bíblia é suficiente, mas não autoritativa. Você não é seletivo somente sobre o que você aceita da Bíblia, mas é seletivo sobre como você aplica essa doutrina da suficiência. Você usa a suficiência da Escritura, não como uma base para fé e instrução, mas como força para seu argumento, a fim de defender e justificar a si mesmo. Seu porco desobediente e hipócrita! Por que você o chama de Senhor, mas se recusa a fazer o que ele diz (Lucas 4:46)? A Bíblia chama isso de uma base suficiente para a danação, mas mesmo se nós fingirmos que não, é pelo menos uma base suficiente para excomunhão (Mateus 7:23).

Se a Bíblia é suficiente, então faça o que ela diz. Se a Bíblia é suficiente, então creia no que ela promete. Se a Bíblia é suficiente, então você não deveria precisar que alguém como eu te CHUTASSE a fim de que você creia e obedeça o que ela diz. Se a suposição é que se a Bíblia é suficiente então nós não precisamos mais de profecia, mesmo que a Bíblia ordene a profecia, então isso poderia se aplicar a outras coisas que a Bíblia ordena e, ainda mais, a coisas que a Bíblia não ordena. Pode se aplicar à pregação, ordenação, igrejas e denominações, credos e consílios, e seminários. Você pode dizer que essas coisas me ajudam a seguir a Bíblia, mas se a Bíblia é suficiente, então eu não preciso realmente dessas coisas, preciso? Se a suficiência da Escritura ainda permite que eu recuse o que ela ordena – isso é o que você diz –, então quanto mais eu posso recusar o que ela não ordena? Como você pode justificar os seus credos, suas denominações, e seus seminários? Se eu posso ler a Bíblia, e isso é suficiente, por que eu preciso te ouvir pregar? Por que você prega? É porque a Bíblia te diz para “pregar a Palavra”? A Bíblia te diz para fazer toda uma série de coisas que você se recusa a fazer, que você rejeita mesmo em princípio, então que direito você tem de me dizer alguma coisa?

[8]

Esse é o coração do cessacionismo – incredulidade e provocação. A Bíblia é uma base suficiente para condenar qualquer pessoa cessacionista, refutar qualquer credo cessacionista, dissolver qualquer denominação cessacionista, excomungar qualquer ministro cessacionista, e acabar com qualquer professor cessacionista. Se o cessacionista deseja usar a suficiência da Escritura para tomar uma coisa de mim, então eu usarei a mesma doutrina, do jeito que ele usa, para tomar tudo dele. Se você quer cancelar o que a Bíblia ensina acerca de profecia, então eu cancelarei a sua salvação. Se você quer cancelar o que a Bíblia ensina acerca de cura, então eu cancelarei a sua denominação. Eu posso sozinho destruir todas as suas práticas, todas as suas doutrinas, todos os seus credos, todas as suas igrejas e denominações, todos os seus seminários – tudo. Só restará o cessacionismo – uma doutrina de que Deus não faz nada para ele e que ele não pode fazer nada para Deus. Com nada além da Bíblia, eu tenho autoridade suficiente para demandar o arrependimento de qualquer pessoa ou grupo, e se este se recusar, posso demandar sua expulsão ou dissolução. Eu não tenho nenhum poder para coagir, mas a Bíblia é suficiente, e assim, quando eu promover um caso bíblico, será um caso com peso suficiente, de forma que será a Palavra de Deus sobre ele, e ela os contará como responsáveis quando eles desobedecerem o que eu disser a partir da Bíblia. Isso é o quanto eu creio na suficiência da Escritura.

Se você defende uma Escritura que você se recusa a obedecer, então a Escritura é só um monumento, uma decoração. É um símbolo, um slogan, não a Palavra de Deus. Assim como o cessacionista se voltou contra a Escritura, a Escritura se voltou contra o cessacionista. A suficiência da Escritura não é um refúgio para o apóstata, mas é um lembrete de seu ódio por Deus. O argumento cessacionista baseado na suficiência da Escritura contra-explode nele, porque revela o fato de que ele é seletivo sobre o que aceita da Bíblia, e que ele desenvolve sua mente quanto ao que crerá e realizará a parte da Escritura. O cessacionista conspira com Satanás e tenta opor a Escritura contra a Escritura, e contra o próprio Deus. Os fariseus alegavam reverenciar a Escritura, mas quando a Palavra de Deus veio até eles como uma pessoa, os testou e os expôs, eles a mataram em nome da Escritura. Qual é o proveito de você alegar que irá por todo do mundo pregando o evangelho com base na ordenança bíblica, quando na verdade você tornará as pessoas duas vezes mais filhas do inferno do que você?! Precisamente porque a Escritura é suficiente, eu defenderei o que ela ensina e promete. Eu conspirarei com a Escritura contra o cessacionista.

Nós afirmamos novamente que nós cremos na suficiência das Escrituras. A Bíblia é suficiente para definir e ensinar na doutrina, na correção, no conselho, no treinamento, e nos equipar para toda boa obra. Logo, em princípio, não é “necessário” para Deus ensinar uma doutrina a qualquer pessoa, ou prover qualquer direção por meio do que nós chamamos de revelação sobrenatural. Se uma pessoa tem perfeito conhecimento da Escritura e perfeita obediência à Escritura, então, em princípio, a vida dessa pessoa agradaria a Deus, e ele nunca cometeria pecado. Nós concordamos que ninguém possui conhecimento perfeito ou obediência perfeita, mas o ponto é que a Escritura é suficiente, de modo que não há desculpa para ignorância ou desobediência. É possível para uma pessoa passar toda a sua vida tomando as suas decisões com base na Bíblia apenas. Ela poderia nunca receber uma profecia e ainda tomar as decisões corretas. Nesse sentido, a Bíblia é suficiente e outras coisas são desnecessárias, mas o fato dessas coisas serem desnecessárias não significa que elas estão erradas ou que elas cessaram.

Para usar outra ilustração, em princípio, é possível que uma pessoa nunca fique doente. Um dia, quando ela estiver muito velha, ela adormecerá e o seu espírito retornará a Deus. Para ela, a cura será desnecessária, mas isso não nos diz nada sobre a cura estar disponível, ou sobre ser correta ou errada. Muitas pessoas nunca receberam uma profecia, mas muitas pessoas também nunca aceitaram a Escritura pela qual elas alegaram viver e defender. Quando Deus nos revela mais do que é suficiente por causa de sua graça, então eles opõem sua graça contra sua graça, e usam isso para suprimir o seu poder. Esse é o condenável legado demoníaco do cessacionismo.


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Extraído de:
http://www.vincentcheung.com/2017/02/02/scripture-sufficient-against-cessationism/

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Nº 58



A GARANTIA DO EVANGELHO DE AUTOCONHECIMENTO
por Vincent Cheung

Há uma escola de filosofia que toma a Palavra de Deus como seu primeiro princípio, para depois deduzir o seu sistema. Ela rejeita os falsos métodos de descobrimento como intuição, sensação, processos irracionais e outros pontos de partida. Essa abordagem está correta. Na verdade, é a única abordagem correta. No entanto, os seguidores dessa filosofia muitas vezes falham em considerar verdadeiramente a Palavra de Deus como sendo o seu primeiro princípio e deduzem as suas conclusões a partir disso. Seu primeiro princípio é, muitas vezes, suas próprias teorias filosóficas sobre a Palavra de Deus ao invés da própria Palavra de Deus.

Por essa motivo, a maioria deles são cessacionistas. Eles alegam que o conhecimento vem somente da Palavra de Deus, de tal modo que profecias e revelações são descartadas, embora a Palavra de Deus nos prometa e nos ordene receber profecias e revelações. Se a Palavra de Deus é o ponto de partida deles, o seu fundamento, a sua autoridade final, então eles vão curar os enfermos e expulsar os demônios. Mas eles não querem. Isto é uma evidência de que o primeiro princípio deles não é a Palavra de Deus, mas que, assim como os seus oponentes, o primeiro princípio deles consiste em suas próprias suposições sobre o mundo.

Outro exemplo seria a sua negação de autoconhecimento, isto é, que é possível conhecer-se a si mesmo. Uma vez que o conhecimento vem de deduções da Escritura, e uma vez que a dedução não pode aceitar premissas de fora da Escritura, e uma vez aparentemente não se pode encontrar informação explícita sobre si mesmo na Escritura, então segue-se que não se pode deduzir o conhecimento sobre si mesmo a partir da Escritura. Muitas vezes isso é aplicado até mesmo sobre a certeza da nossa salvação. Essa não é uma explicação matizada, e os membros deste campo podem se expressar de formas diferentes, mas o ponto é que eles são céticos quanto a possibilidade de auto-conhecimento.

Os seguidores dessa filosofia quase sempre se referem a Jeremias 17:9, onde se diz: “O coração é enganoso acima de todas as coisas, e desesperadamente perverso: quem pode conhecê-lo?” (KJV). Contudo, essa aplicação do versículo é um erro devastador. A primeira regra da interpretação bíblica é a observação do contexto. Deus decretou uma invasão estrangeira contra o seu povo por causa da maldade deles. Em vez de retornarem para Deus, em arrependimento e obediência, eles confiaram nos seus ídolos, seus exércitos, suas armas e no seu parentesco. Deus disse por meio de Jeremias: “Assim diz o Senhor: ‘Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor’” (17:5).

É sob esse contexto que o versículo 9 diz: “O coração é enganoso acima de todas as coisas, e desesperadamente perverso: quem pode conhecê-lo?” O versículo é mais sobre conhecer os outros do sobre conhecer a si mesmo. Se você confiar em outras pessoas, você será decepcionado, porque o coração humano é enganoso e perverso. Mas se você confiar no Senhor, você será estabelecido (v.7-8). Talvez ainda seja possível desafiar o autoconhecimento com isso, mas não é a intenção do versículo. Ignorar o significado do próprio versículo e usar-lo para manter uma filosofia que afirma considerar a revelação bíblica como o primeiro princípio é um tanto irônico quanto hipócrita.

A primeira regra usual da interpretação bíblica é a observação o contexto, mas não é a minha primeira regra. Os cristãos muitas vezes negligenciam a inspeção dos versículos que estão usando para provar os seus pontos, de modo que eles são refutados mesmo antes que o contexto seja levado em conta. Assim, a minha primeira regra de hermenêutica é: LEIA AS PALAVRAS. Apenas leia a coisa antes de jogá-la nas pessoas. O que diz o versículo 9? “O coração é enganoso acima de todas as coisas, e desesperadamente perverso: quem pode conhecê-lo?” Essa não pode ser uma descrição de um cristão. Esse não pode ser um espírito regenerado. O crente foi regenerado à imagem de Cristo. Ele é uma nova criatura (2 Coríntios 5:17). O amor de Deus foi derramado em seu coração pelo Espírito Santo (Romanos 5:5). Ele foi transformado e aprimorado no nível mais profundo. Seu coração é “enganoso acima de todas as coisas?” É “desesperadamente perverso?” Não. Se ele é assim, então ele ainda é um não-cristão.

Aplicar um versículo como esse sobre todos, incluindo os cristãos, mesmo em relação à sua garantia de salvação, denuncia uma mentalidade de réprobo. Com exceção dos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos, e com exceção de alguns dos grupos carismáticos que muitas vezes são criticados por ensinarem um evangelho de fé, ou de auto-aperfeiçoamento, ou da saúde e riqueza, essa mentalidade reprovável é quase universal na história da igreja e da teologia. Essa é uma visão de mundo que retrata Cristo como tendo feito quase nenhuma diferença sobre o cristão. É uma religião que apresenta o cristão como sendo um pecador, mendigo, fraco, doente, pobre e quase morto. É uma falsa humildade que ridiculariza a obra do Espírito Santo.

Deus disse: “‘Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias’, declara o Senhor: ‘Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo’” (Jeremias 31:33). Eles não seriam “enganados acima de todas as coisas”. Deus disse: “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis” (Ezequiel 36:26-27). Eles não seriam “desesperadamente perversos”.

A Bíblia diz que eu sou a justiça de Deus em Cristo (2 Coríntios 5:21). A Bíblia diz que Deus ordenou que a sua luz brilhasse em meu coração (2 Coríntios 4:6). A Bíblia diz que eu sou o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 3:16, 6:19). A Bíblia diz que eu sou mais do que um vencedor por meio daquele que me amou e se entregou por mim (Romanos 8:37). A Bíblia diz que eu venci, porque maior é aquele que está em mim do que aquele que está no mundo (1 João 4: 4). A religião cristã é uma visão de mundo de justiça e vitória. Eu era enganoso acima de todas as coisas, mas agora eu adoro a Deus em espírito e em verdade (João 4:23-24). Eu era desesperadamente perverso, mas agora eu nasci de Deus, e a semente de Deus permanece em mim, e eu não posso continuar pecando, porque eu nasci de Deus (1 João 3:9).

Se a Bíblia é verdadeiramente o seu primeiro princípio, então isso é o que você deduz dela. Ou você serve a “Bíblia” da boca para fora, como um som ou um símbolo, mas considera aquilo que ela diz como lixo? A mentalidade reprovada pertence ao incrédulo. Ela endossa um evangelho grotesco. Se você pensa como um réprobo, então você deve ser um incrédulo. Se você é um cristão, então você deve admitir que eu estou certo sobre isso. Renove a sua mente agora (Romanos 12:2).

Grande parte da pregação evangélica tem dado voz a Satanás, o Acusador. Diz reivindicar o arrependimento, ao contrário do falso evangelho que meramente afirma que os incrédulos estão nos seus pecados. No entanto, se você prega o arrependimento de acordo com o evangelho, você também prega os resultados que resultam deste arrependimento. Este não é um arrependimento que levará a mais condenação, mais auto-degradação, e mais bajulação. Aquele que verdadeiramente se arrependeu e se voltou para Cristo recebeu o perdão, a purificação, a justiça e a confiança para marchar direto ao trono da graça para obter graça e ajuda em tempo de necessidade (Hebreus 4:16). A Bíblia diz que se o sangue dos animais tivesse sido eficaz, então os adoradores não mais se sentiriam culpados dos seus pecados (Hebreus 10:2). No entanto, grande parte da pregação evangélica apresenta a mensagem cristã como aquela que exige a contínua sensação do pecado. Segue-se que este é um falso evangelho que retrata o sangue de Cristo como não melhor do que o sangue dos animais. Ele não tem o direito de se queixar de um evangelho suave e otimista, quando ele só atende a um outro tipo de ouvidos com comichão – os ouvidos com comichão de masoquismo religioso. Ele afirma restaurar o evangelho, mas procura silenciar o evangelho.

Este é o evangelho de Jesus Cristo: “Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo. Temos, pois, um grande sacerdote sobre a casa de Deus. Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e tendo os nossos corpos lavados com água pura” (Hebreus 10:19-22). Isso é o que eu tenho. Tenho confiança para entrar no Lugar Santíssimo. Eu me aproximo de Deus com um coração sincero. Tenho plena certeza da fé. Fui purificado de uma consciência culpada. Eu sou um filho de Deus (João 1:12). Eu sou co-herdeiro com Cristo (Romanos 8:17). Eu sou um sacerdote real do Altíssimo (Apocalipse 1:6). Eu não sou enganado acima de todas as coisas. Eu não sou desesperadamente perverso. O filho pródigo recebeu o abraço do pai e foi bem-vindo. Ele recebeu a melhor túnica, um anel e sandálias nos seus pés (Lucas 15:20, 22). Isto é apenas uma leve sugestão do que eu recebi por meio de Jesus Cristo. O Pai me abraçou e me acolheu. O Pai me lavou e me vestiu. Eu recebi a provisão abundante da graça e o dom da justiça de Deus. Agora eu reino em vida por meio deste único homem, Jesus Cristo (Romanos 5:17).

Este é o evangelho básico. Porque os evangélicos não falam assim mais, ou quase nunca? Por que esses teólogos e filósofos virtuosos não ensinam assim? A Bíblia fala assim. Se a Bíblia é o nosso primeiro princípio, então pensaríamos assim, pregaríamos assim, falaríamos assim – o tempo todo. Mas mesmo quando os cristãos são forçados a lidar com essas coisas, quando se deparam com elas nas Escrituras, eles voltam, um minuto depois, a falar como os réprobos. Então eles explodem as pessoas que pregam um evangelho que reconhece as promessas de Deus e os efeitos do evangelho. Por quê? Por causa de uma mentalidade reprovada. Um evangelho reprovado. Uma teologia reprovada. Desesperadamente perversa, de verdade.

Para fazer deduções sobre si mesmo, você vai precisar de premissas sobre si mesmo. A Bíblia também cobre isso. Paulo escreveu: “Pois, quem dentre os homens conhece as coisas do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus” (1 Coríntios 2:11). Derivamos dois pontos disto. Primeiro, isso significa que um homem pode conhecer os seus próprios pensamentos. Assim, ele pode fornecer premissas em deduções bíblicas sobre si mesmo. Neste ponto, basta observar que isso é possível. Como se avalia os seus próprios pensamentos é uma questão a parte. Segundo, um homem só conhece os seus próprios pensamentos, e não os pensamentos de outras pessoas. Os seguidores dessa filosofia que negam o autoconhecimento tropeçaram porque não conseguiram fazer essa simples distinção entre conhecimento público e privado.

Eles geralmente estão debatendo com crentes sobre teorias filosóficas e métodos apologéticos e, ocasionalmente, debatendo com incrédulos sobre a fé cristã, que é onde essas teorias e métodos devem ser utilizados em primeiro lugar. Quase tudo isso envolve argumentos sobre a cosmovisão pública correta, independentemente do que uma pessoa sabe ou pensa em sua própria mente. Temos um primeiro princípio público, e fazemos deduções públicas para outras pessoas com conclusões públicas. Mas quando fazemos deduções sobre nós mesmos com base neste mesmo primeiro princípio, fornecemos premissas que são privadas, que não podemos mostrar ao público ou provar ao público, mesmo que saibamos que elas são verdadeiras. Mas isso é irrelevante na maioria dos debates, uma vez que a maioria dos debates se refere a questões públicas.

Ou seja, num debate sobre ateísmo, eu gostaria de saber se você consegue demonstrar pra mim se o ateísmo está correto, mas não me importa se você consegue demonstrar pra mim que você é um ateu. Você sabe que você é ateu? Talvez, talvez não, mas esse não é o cerne do debate. O mesmo é verdadeiro para o ministério cristão. Posso defender publicamente a fé cristã, e pregar o evangelho. Posso derrotar publicamente qualquer um que se oponha à fé. Por outro lado, não há necessidade de provar ao público que eu sou um cristão do mesmo modo que declaro ao público que a fé cristã é verdadeira. Quando eu prego o evangelho, não estou pregando que eu sou cristão, mas prego para que você seja cristão. Claro, ainda posso fazer alguns argumentos para demonstrar que eu sou um cristão usando as premissas públicas declaradas nas Escrituras, mas outras pessoas não me conhecerão como eu conheço a mim mesmo.

A Bíblia diz que eu sei de meus próprios pensamentos, e isso seria especialmente verdadeiro porque eu sou um cristão. O que eu sei sobre mim não é público e, portanto, não é usado como base para provar algo em um debate público. Uma premissa privada não é compartilhada ou examinada, mas eu posso usá-la como uma premissa em meu próprio raciocínio, e fazer deduções sobre mim. Se alguém nega o autoconhecimento de si mesmo, ele não pode negá-lo a mim, pois a Bíblia diz que eu o tenho. Se alguém declara que o seu primeiro princípio é a Palavra de Deus, mas não pode acomodar o que este primeiro princípio declara, então ele é um mentiroso. Ele tem outro primeiro princípio, e este primeiro princípio não pode acomodar a Palavra de Deus. Ele permitiu que a sua agenda pessoal substituísse o seu compromisso com o evangelho. Ele pretende defender o evangelho, mas a sua própria defesa é um ataque ao evangelho, uma rejeição do evangelho. Sua agenda favorita distorce a sua mente, de modo que ele quase se regozija por não poder obter autoconhecimento. Isso é insanidade. É má filosofia. É a pior teologia.

O tipo mais importante de autoconhecimento é garantido em Cristo. Você pode conhecer sobre si mesmo, e conhecer a si mesmo como um filho de Deus. A Bíblia diz: “Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: ‘Aba, Pai’” (Romanos 8:15-16).

Nossos desafios epistemológicos habituais contra as tentativas do homem de derivar o conhecimento de si mesmo não se aplicam aqui. O texto aborda a questão do ponto de vista metafísico, não epistemológico, e diz que isso é algo que Deus faz. Não é algo que o homem descobre, mas algo que Deus realiza. Não é apenas algo que Deus comunica, mas algo que Deus faz, algo que Deus faz com que você seja, e algo que Deus faz com que você tenha. O texto não diz nada sobre qualquer tentativa ou método a ser usado pelo homem para descobrir se ele é um filho de Deus. Não é uma questão com a epistemologia. Você recebe um Espírito de filiação. Você o chama de “Pai” por meio do Espírito. Não diz que você aprendeu isso. Diz que você faz isso. Diz que o Espírito faz alguma coisa – ele testifica com seu espírito de que você é um filho de Deus. Ele testifica. Não diz que você pede pra saber. Não diz que você tenta descobrir. Nem sequer diz que você ouve e recebe. Diz que ele testifica. Ele faz isso.

Deus direciona isso num nível metafísico, arrasando todos os problemas da epistemologia. Não há erro categórico, como se colocássemos um problema em uma categoria e recebêssemos a sua resposta doutra categoria. Toda teoria da epistemologia deve ter uma teoria da metafísica em conjunto com ela e, em primeiro lugar, esse texto satisfaz a ambas categorias, ao mesmo tempo. Diz que Deus faz algo para sermos algo, obtermos algo, ou sabermos algo. Não há nenhum processo ou método de descobrimento. Em outro lugar, a Bíblia diz: “E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho aos seus corações, o qual clama: ‘Aba, Pai’” (Gálatas 4: 6). Isso é ainda mais claro de certa forma. Deus enviou seu Espírito em nossos corações. O Espírito clama, “Pai”. Eu sei como uma questão de ser, não por um processo de aprendizagem. Eu sei que sou um filho de Deus por um ato do poder metafísico de Deus. Isso ultrapassa todos os problemas da epistemologia, porque não há espaço para isso. Este autoconhecimento e e esta certeza da salvação, não é apenas garantido, mas é inevitável.

Se você tem crido em Jesus Cristo, então esse conhecimento pertence a você. Se você não tem essa certeza, então, todos os meios para resolver o seu problema estão na Palavra de Deus. A pior coisa que você pode fazer é negar que é possível, ou ajustar a doutrina do evangelho para acomodar a sua filosofia. Sacuda essa mentalidade de réprobo que escraviza a quase todos os cristãos. Veja! Se tivermos confiança diante de Deus, então realizaremos façanhas em seu nome. “Amados, se o nosso coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada. E este é o seu mandamento: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou. Os que obedecem aos seus mandamentos permanecem nele, e ele neles. Deste modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu” (1 João 3: 21-24). O que disse? “Deste modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu”.


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Extraído de:
http://www.vincentcheung.com/2017/01/16/the-gospel-guarantee-of-self-knowledge/

Traduzido por: Dione Cândido Jr.